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| Detenta prepara vestido criado pela Daspre para desfile / Foto: Divulgação |
Pensando em meio ambiente e na inclusão social, a Daspre promove trabalhos com presidiárias das redes penitenciarias de São Paulo. Utilizando matérias recicláveis a Despre busca reinserir e capacitar presidiárias no mercado de trabalho. Daspre é uma abreviação de “Das presas”, o projeto foi idealizado por Lucia Casali, deretora-executiva da Funap ( Fundação vinculada à Secretaria de Administração Penitenciaria, que desenvolve projetos na área de educação, de trabalho e de assistência jurídica).
O nome Daspre faz uma alusão a uma butique de luxo de São Paulo, a Daslu. Atualmente cerca de 300 detentas, já passaram pelo projeto e segundo Lucia Casali em entrevista a TV UOL o número de reincidência tem sido zero.
Entre os cursos de capacitação estão o artesanato, técnicas de costura, bordados entre outras. Atualmente, são cinco oficinas de artesanato; duas na Penitenciaria feminina de Santana, uma na Penitenciaria Feminina do Butantã, uma na Penitenciaria Feminina de Treemembé e uma na sede da Funap.
O projeto funciona da seguinte maneira: a cada três dias de trabalho diminui um dia da pena estipulada pelo juiz. O trabalho rende as presas cerca de R$ 400,00 reais por mês e as roupas desenvolvidas e fabricada pelas detentas são comercializadas pela loja “Do lado de lá” na grande São Paulo.
O Projeto conta com o apoio de outras ONGs e tem Lu Alckmin como madrinha. O trabalho sério desenvolvido pela Daspre foi reconhecido e certificado pelo Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia, premiação que tem como finalidade reconhecer “produtos, técnicas ou metodologias reaplicáveis desenvolvidas na interação com a comunidade e que representão efetivas soluções de transformação social”.
